Veja o que fazer para nunca transformar seu príncipe encantado num sapo
Aprenda a superar os principais problemas dos primeiros dez anos de vida a dois
Foto: Ondrea Barbe
Foto: Ondrea Barbe
No começo, até debaixo dágua o amor era mais gostoso. Mas de
repente... Mais de 25 anos depois de a Blitz gravar o hit Você Não Soube
Me Amar, a queixa de que o romance muda para pior continua. Na vida
real, porém, as transformações não surgem da noite para o dia.
Quais as mudanças mais freqüentes após dez anos de vida a dois? O que
pode ser feito para evitá-las? Buscamos as respostas numa pesquisa
online com mil mulheres que há pelo menos uma década experimentam os
altos e baixos ao lado do mesmo homem. Você talvez diga que o coração
dispara cada vez que ouve a voz do Fofucho Mô, Neném, tanto faz o
apelidinho constrangedor que você dá a ele e que os problemas
revelados não se aplicam no seu caso. Pode até ser por enquanto. No
começo do namoro, o casal está empolgado com a novidade, diz o
psicólogo Roberto Banaco, da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (PUC-SP). Com o tempo, acaba a surpresa. De olho na longevidade
do seu relacionamento, Womens Health colheu truques para você nunca
transformar seu príncipe encantando num sapo.
1. ACABOU O PAPO NA CAMA
O que diz a pesquisa
Durante seus primeiros anos juntos, 68% dos casais conversam e se tocam
depois do sexo. Depois de cinco anos, cerca de metade ainda cultiva o
hábito. Mas, depois da marca dos dez anos, apenas um terço faz algo além
de virar para o lado e dormir.
Por que isso acontece?
No início, temos necessidade de abraçar e de sentir o corpo do outro
depois do sexo. Isso acontece porque não conhecemos direito o
parceiro, diz o psicanalista Scott H altzman, co-autor do livro The
Secrets of Happily Married Women (Os segredos das mulheres casadas
felizes), ainda inédito no Brasil. Mais: é depois do sexo que você se
sente mais próxima do seu parceiro e encontra as condições para se
confessar. Só que, conforme os casais se conhecem melhor, deixam de se
preocupar com o outro para se voltar a si mesmos. Com mil compromissos,
acaba a vontade de passar a noite conversando. Além disso, segundo
Banaco, há uma diferença comportamental: O homem acha que a companhia
física é suficiente, enquanto a mulher sente necessidade de falar.
Moral da história: nos primórdios do namoro, quando ele batia altos
papos na cama, só estava se esforçando para agradar.
Estratégia pró-amor
Antes que ele durma, saque da cartola perguntas que você fazia no
começo do namoro, como Você alguma vez já...? (A gente aposta que as
respostas mudaram.) Ele voltará a ser fascinante para você, diz a
terapeuta Bethany Marshall, autora do livro Deal Breakers: When to Work
On a Relationship and When to Walk Away (Quando batalhar por uma relação
e quando cair fora), sem tradução para o português.
2. FALTA DE CRIATIVIDADE NO SEXO
O que diz a pesquisa
Até o primeiro aniversário de namoro, 25% das entrevistadas testam
novas posições algumas vezes em um mês. Esse número despenca para 15%
depois de cinco anos. Depois dos dez anos, apenas 11% experimentam
novidades.
Por que isso acontece?
No início, os casais se contorcem na cama para descobrir o que
enlouquece o parceiro. Conforme o tempo passa, um já sabe do que o
outro gosta e a busca por novidades deixa de ser prioritária, diz
Haltzman.
Estratégia pró-amor
Mesmo quem não tem problema nessa área precisa buscar novos caminhos.
Caso contrário, você liga o piloto automático e a paixão se apaga, diz
Haltzman. Ordens do doutor: invente idéias para o ano todo. Pense em
como gostaria de expandir o repertório e programe-se para testar as
novidades uma vez por mês. De transa na escada de incêndio a uma
maratona sexual, vale tudo para se sentir excitada mas não ansiosa.
3. CONTAS CONJUNTAS
O que diz a pesquisa
Do primeiro ao terceiro ano de relacionamento, 75% das mulheres mantêm
conta bancária separada da de seu companheiro. Entre o quinto e o oitavo
ano, 25% têm três contas (a dele, a dela e a conjunta). Depois dos dez
anos, 64% contam apenas com uma conta conjunta.
Por que isso acontece?
Dayana Yochim, autora do livro Couples and Cash: How do Handle Money
with Your Honey (Casais e dinheiro: como conciliar suas finanças e seu
amor), inédito no Brasil, atribui razões biológicas. Os homens se
voltam para novas oportunidades. Já as mulheres preferem segurança
financeira, diz. Como os desejos são diferentes você quer aplicar em
fundos conservadores e ele, apostar em bolsas estrangeiras , deixe o
dinheiro separado. Mas, como vocês têm contas em comum (escola das
crianças, financiamento do imóvel, supermercado...), é conveniente
manter uma conta conjunta.
Estratégia pró-amor
Mesmo que sua relação esteja indo bem, mantenha sua própria conta
corrente, afirma Candace Bahr, co-fundadora do Womens I nstitute for
Financial E ducation. Juntos, vocês continuarão tomando decisões
financeiras de longo prazo. Ao mesmo tempo, você não deixará de ser
senhora do seu cartão de crédito. Quanto cada um deposita na conta
conjunta? Dayana sugere que a contribuição seja proporcional ao salário.
4. O CÍRCULO SOCIAL ENCOLHEU
O que diz a pesquisa
Nos primeiros dez anos juntos, cerca de metade dos casais passa o tempo
livre com amigos que têm gostos e condições financeiras equivalentes
aos seus.
Por que isso acontece?
Não é por arrogância. Simplesmente, os semelhantes se atraem, diz o
consultor financeiro Jan Dahlin Geiger, autor do livro Get Your Assets
in Gear! Smart Money Strategies (Tenha controle sobre seus
investimentos! Estratégias inteligentes para seu dinheiro), sem tradução
para o português. Pessoas de nível social equivalente circulam nos
mesmos restaurantes, clubes, academias e praias. Por isso, naturalmente
se encontram com frequência. As amizades acontecem (e se mantêm) com
mais facilidade.
Estratégia pró-amor
Planeje atividades que não dependam de dinheiro, como uma volta de
bicicleta ou um chope. Geiger recomenda que você pare de dispensar
convites para programas onde circule gente que você considera
extravagantes ou simplórias demais. Passar mais tempo com pessoas de
diferentes áreas e situações econômicas ajuda a expandir ideias e
experiências, diz.
5. FALTA DE TEMPO PARA VOCÊ MESMA
O que diz a pesquisa
Conforme os laços de vocês aumentam, você vai querer ter mais tempo
sozinha: 10% das mulheres gostam de ficar sós no primeiro ano. Dez anos
depois, esse número sobe para 23%.
Por que isso acontece?
As mulheres tendem a dedicar o tempo às crianças, ao marido e ao
trabalho, especialmente nos primeiros anos da relação, diz Nancy
OReilly, da Associação Americana de Psicologia. Depois de cinco anos,
elas sentem que merecem mais tempo para si. Isso não significa crise
conjugal. Uma vez que vocês mapearam seus interesses mútuos, é hora de
se reconectar com suas próprias paixões, diz Laurie B. Mintz,
professora de psicologia na Universidade de Columbia. Caso contrário,
você pode perder sua essência.
Estratégia pró-amor
Dê espaço aos seus desejos de aventura solo e diga para ele fazer o
mesmo (não achou que seria a única a botar as manguinhas de fora, né?).
É importante para refrescar o relacionamento, diz Nancy. Uma vida 100%
em comum esgota as possibilidades de você se surpreender com ele.
6. ELE NUNCA LAVA A LOUÇA
O que diz a pesquisa
Do primeiro ao décimo ano de relacionamento, 75% das mulheres afirmam
que os homens não dividem as tarefas domésticas da maneira como
deveriam.
Por que isso acontece?
De acordo com Michelle Janning, professora de sociologia da Faculdade
Whitman, em Washington, as mulheres são educadas para se encarregar de
todas as tarefas domésticas. Além disso, elas têm critérios mais
rigorosos no que diz respeito à limpeza da casa e ao cuidado com as
crianças. Nossas expectativas sobre o que é suficientemente bom são
diferentes das deles.
Estratégia pró-amor
Estabeleça os papéis. Uma mulher que centralize todos os afazeres vai
puxar as responsabilidades apenas para si, diz Michelle. Em vez disso,
faça uma lista de tarefas e distribua as atividades. Enquanto ele faz
supermercado, você leva o Totó para dar uma volta no quarteirão. Tudo
bem se ele comprar leite integral em vez de desnatado. Admita que ele
não precisa fazer tudo igualzinho a você.
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