Pode até parecer inocente, mas o sexo oral também tem seus perigos. Veja que precauções tomar para não levar um balde de água fria e descobrir que contraiu uma DST depois de uma noite quente.
Foto: Caio Mello
Hepatite C
Você pode se contaminar com o vírus se entrar em contato com a mucosa de uma pessoa infectada.
Sintomas: Assintomática, a hepatite C só é descoberta quando está em estágio avançado e causa cirrose ou câncer de fígado.
Tratamento: Antivirais injetáveis e orais por seis meses ou um ano. A cura acontece em 60% dos casos.
Giardíase e Amebíase
Essas doenças são causadas por protozoários e não são originalmente DSTs. Mas há riscos quando você faz sexo anal com um homem contaminado e oral depois.
Sintomas: Dores no estômago, no abdômen, diarreia e febre.
Tratamento: Remédio antiparasítico por cinco dias.
Herpes genital
Se o homem estiver com o pênis infectado e você fizer sexo oral nele sem proteção, você pode contrair herpes bucal. Se ele estiver com herpes facial
(na boca, olhos ou nariz) e fizer sexo oral em você, há chances de o vírus se transformar na versão genital e infectar sua vagina ou seu ânus.
Sintomas Ardor e bolhas na pele e nas mucosas. As feridas cicatrizam, mas o vírus fica no corpo e aparece quando a sua resistência estiver baixa.
tratamento Antiviral à base de aciclovir em pílulas ou pomadas
Gonorreia
Mucosas infeccionadas transmitem essa bactéria do mal que pode contaminar a vagina ou a laringe.
Sintomas: Febre, lesões na pele e inflamação na uretra que aparecem de dois a seis dias depois do sexo com alguém com gonorreia.
Tratamento: Antibióticos de dose única. Mas você pode ser contaminada mais de uma vez se, de novo, fizer sexo sem proteção com alguém com essa DST.
Aids
A probabilidade de você contrair o vírus fazendo sexo oral é só de 0,04%, mas não vale o risco.
Sintomas: No começo, parece com uma gripe: febre, dor muscular, calafrios... Nos estágios mais avançados, é comum que o paciente tenha doenças oportunistas, como pneumonia.
Tratamento: Não há cura, só controle da proliferação do vírus com coquetel de medicamentos.
Sífilis
Se você tiver contato com o sangue, sêmen ou mucosa de um cara com a doença, é muito provável que pegue sífilis.
Sintomas: Três semanas depois da infecção, surge uma ferida com bordas mais altas. Alguns dias depois aparecem mais feridas que podem se espalhar pela pele. Se não for tratada, a sífilis afeta sistema nervoso, ossos e coração.
Tratamento: Injeções de antibiótico à base de penicilina. O tempo e a dosagem variam.
Candidíase
Quando sua imunidade está baixa e você toca as mucosas de um homem que está com o fungo, tem altas chances de contrair essa DST que é comum entre as mulheres.
Sintomas: Coceira, corrimento branco, incômodo ao fazer xixi e dor para transar. A candídiase bucal causa pontos brancos escamosos que inflamam e nem adianta tentar disfarçar com batom!
Tratamento: Pomadas ou doses de comprimidos antifúngicos por, pelo menos, uma semana.
O que você deve e o que não deve fazer na hora do sexo oral
Vai lá!
- Use camisinha. Sempre. Sem desculpa. Se o gosto for dos piores, tente as que têm sabor. Na hora de receber sexo oral, aposte na versão feminina.
- Tem intimidade com o gato? Então, converse muito com ele. Normalmente, os homens são mais desligados com a saúde. Se você perceber algo estranho no pênis dele, sugira marcar uma consulta no médico.
Melhor não!
- Não faça sexo oral se um de vocês tiver qualquer tipo de DST ou ferida ao redor dos órgãos genitais, ânus e boca. Evite contato mesmo com proteção.
- Antes ou logo depois do sexo oral, não escove os dentes. Isso pode provocar ferimentos na mucosa da boca ou sangramentos na gengiva, aumentando a chance de contágio. Melhor mascar um chiclete.
- Evite que o esperma espirre nos seus olhos. Isso transmite doenças também.
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