Puxador
Todo solteiro precisa de um amigo para dar uma força no flerte, seja ele o extrovertido que abre caminho ou o camarada que oferece apoio moral. Pense em quantas vezes você e suas amigas já foram abordadas por uma dupla em um bar. Um é o piloto e o outro, o navegador. O primeiro vai dominar a conversa, enquanto o segundo, um pouco mais contido, faz a cobertura, com comentários certeiros, não deixando o papo morrer. De vez em quando, esta parceria é usada como um corta-luz. Ou seja, um deles nem está interessado em ninguém, mas vai lá apenas para entreter a amiga da garota na qual o companheiro está realmente de olho. É bom haver um consenso entre os amigos para definir o papel de cada um. Perde-se pontos se ambos tentarem puxar um samba-enredo diferente.
Madrinha de bateria
É a amiga irmãzona do solteirão. Da mesma forma que ter um amigo macho por perto ajuda as mulheres a entender como a mente masculina funciona, os homens também gostam de contar com a sabedoria feminina. Principalmente, se vem de uma garota com “cabeça de homem” – definição que nada tem a ver com a opção sexual. Ela é capaz de compreendê-lo como se fosse um outro homem. Além de transmitir aquela confiança necessária para ele em uma paquera, também costuma apresentar amigas interessantes. Como um relações públicas, vende a imagem do amigo entre as solteiras que conhece. Até exagera um pouco nos elogios. É uma função que exige muito rebolado por parte da moça. Afinal, pode sobrar para ela ouvir lamentações e dor-de-cotuvelo dos dois lados.
Diretor de harmonia
Tal parceria vem da fidelidade do sujeito como cliente. De tanto freqüentar um bar ou uma casa noturna, ele cria produtivos laços com garçons, barmen e seguranças. Chegar a um lugar no qual as pessoas nos cumprimentam pelo nome faz qualquer um se sentir em casa. Melhor é quando essa equipe começa a trabalhar a favor dele, mesmo sem que este serviço seja solicitado. Um dia, arruma uma mesinha ao lado de um grupo de solteiras. No outro, alerta para que ele não caia em uma barca furada com alguma barraqueira. Como em um desfile de carnaval, é o pessoal que vai orientar se é hora de avançar ou recuar. Se não forem bons no que fazem, vão deixar buracos na avenida e prejudicar as notas de harmonia e evolução.
Comissão de frente
Pessoalmente, considero esta a parceria mais fraca para o macho na balada. A ideia de um pelotão de marmanjos atacando em bando me lembra cenas de batalhas medievais. Na maioria das vezes, espanta a mulherada. Ainda assim é popular (principalmente, em época de bloquinhos e bailes carnavalescos). É como em um jogo de futebol americano. Para o quarterback ter a tranqüilidade de fazer um lançamento preciso e avançar no campo adversário, ele precisa confiar que será protegido pela sua linha ofensiva, aqueles grandalhões que vão cercá-lo para impedir a chegada dos defensores do outro time. Como no sambódromo, a comissão de frente abre caminho para o desfile. Se mandar bem na coreografia, o enredo pode até levantar a galera. O risco é ser julgado pelo conjunto. Um passo em falso de um único otário vai pesar contra todos os demais.
Passistas
Ah, as passistas… Um misto de agilidade e sensualidade que encanta os homens. Feliz daquele que conseguir seguir seus passos. Para um homem, muito melhor do que sair com um bando de barbados é ter como companhia um grupinho de amigas. Daquelas divertidas, que adoram celebrar. Se tiver a sorte de ser adotado por um desses círculos, o rapaz será aquele a quem elas recorrerão quando precisarem de um confidente, um parceiro de dança e, quem sabe, um amante ocasional. Mas ele vai precisar de muito samba no pé para acompanhá-las e não achar que ficará entre elas o tempo todo rodando o tamborim como bem quiser. Se desestabilizar o grupo, as moças sobem no salto e dão um “chega pra lá” no folgado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário